A volta de Kingsman – O círculo dourado

Kingsman – O Círculo Dourado já chega aos cinemas com um desafio quase impossível: ser tão original e tão divertido quanto o primeiro filme da saga. Felizmente, ele é sim. Dirigido novamente por Matthew Vaughnn, o segundo filme é tão impressionante, tão grandioso e tão engraçado quanto o primeiro. A história, porém, é um pouco mais confusa e imprecisa que a original. O filme também é um pouco mais longo do que precisava. Mas uma coisa é fato, seus olhos ficam grudados à tela do começo ao fim.

A história de Kingsman – O Círculo Dourado

Quando Eggsy (Taron Egerton) parece estar finalmente em controle sob sua nova vida, a sociedade secreta Kingsman é devastada por mísseis. Tudo é destruído, deixando Eggsy e Merlin (Mark Strong) sozinhos para tentar desvendar quem está por trás do ataque. Seguindo um protocolo de segurança de emergência, eles descobrem para onde devem ir: Statesman, uma destilaria americana no Kentucky. Inicialmente confusos, eles logo percebem que aquela é uma outra sociedade secreta de destaque mundial. Aqueles agentes – que parecem saídos de um filme de faroeste dos anos 40 – são os únicos que podem ajudá-los. E mais, eles estão com Harry (Colin Firth), que não lembra absolutamente nada sobre sua vida no serviço.

A única pista que eles tem é o envolvimento de Charlie (Edward Holcroft). O ex-recruta Kingsman agora se juntou à grande vilã do filme, Poppy (Julianne Moore), a maior fabricante de drogas do mundo atual. A situação fica mais urgente quando ela libera um vírus em seus produtos, para o qual apenas ela tem o antídoto. Os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Ginger (Halle Berry) e o chefão Champagne (Jeff Bridges) oferecem todo o suporte para Eggsy e Merlin. Juntos, eles saem em uma empolgante tentativa de destruir o plano da psicopata e salvar milhões de pessoas infectadas ao redor do mundo.

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Kingsman sendo Kingsman (e porque amamos o filme)

Kingsman é exatamente o tipo de filme que você precisa entrar no cinema sabendo o que está indo assistir. Você quer cenas sensacionais de luta e movimentos de câmera e efeitos especiais nunca vistos antes? Quer um inacreditável senso de humor e muita ação? Pronto. Não tem como não se divertir e se surpreender com esse filme, assim como com o primeiro filme da saga.

O filme é uma grande viagem? Quase nada ali é plausível? Sem dúvida nenhuma. Mas dentro da verossimilhança da própria história, daquele universo construído pela franquia, tudo faz sentido. O filme se sustenta em exageros. É claro que os personagens, os cenários, o tema e a vilã em si também seriam. Isso é o que o filme traz de melhor.

Sem tentar ser levado a sério, Kingsman ainda traz ótimas discussões sobre a guerra contra as drogas e sobre justiça, mas da sua maneira leve, sarcástica e surreal. É um Duro de Matar ou um Missão Impossível levado a outros níveis, trazendo um frescor que há muito tempo era necessário para o gênero. Ok, não existe um momento tão mindblowing quanto a cena da igreja do primeiro filme, mas ainda assim é o filme de ação mais diferente e único que você vai ver em bastante tempo.

Além do inacreditável nível técnico do filme, há momentos de reflexão e de drama que encantam também. “Country Road, Take Me Home” vai ficar na sua cabeça por dias por ter ilustrado talvez a cena mais bonita da sequência de Kingsman. As atuações estão maravilhosas, principalmente do nosso trio já amado: Taron Egerton, Colin Firth e Mark Strong. Não deixem de assistir a esse FILMÃO, a partir do dia 28 de Setembro nos cinemas:

 

Marina

Sobre o autor

Paulistana, 25. Formada em Cinema pela FAAP e em Roteiro para Séries de TV e Filmes pela Vancouver Film School. Escritora, Produtora e Tradutora Audiovisual, especializada em binge-watching series since before it was cool.

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