Versões de um crime – Quem é o assassino?

Distribuido no Brasil pela Playarte Pictures, chega aos cinemas nessa quinta-feira, 9 de março, Versões de um crime. O filme estrelado por Keanu Reeves e uma quase irreconhecível Renée Zellweger é um suspense de tribunal. Lembrando um episódio de séries como CSI e os típicos dramas de investigação americanos, o filme faz o esperado. Entretém e engana – naquelas – o espectador, até que a verdade seja finalmente revelada no final.

Apesar de ter atuações OK e um timing que condiz com o gênero, Versões de um crime não trás nada de novo. É facilmente esquecido entre tantos filmes bons desse começo de ano, mas funciona como mais uma história de tribunal para os amantes do estilo.

A trama em Versões de um crime

O filme se passa quase 100% dentro do tribunal, na defesa de um caso que parece, inicialmente, muito simples. Mike (Gabriel Basso) interpreta um adolescente que aparentemente matou a facadas o pai violento Boone (Jim Belushi). Loretta (Renée Zellweger) é a mãe, recém viúva, enquanto Keanu Reeves interpreta o advogado e amigo da família Ramsey, que tenta defender o caso. Apesar de ter confessado o crime aos policiais, o réu, amante e conhecedor de advocacia, se recusa a contar sua versão da história ao advogado e ajudar em sua defesa. O acusado só começa a falar quando sente que sua chance de ser absolvido do crime está indo por água abaixo.

Como na maior parte das histórias que focam em uma defesa de caso em tribunal, Versões de um crime apresenta cada vez uma nova possibilidade para o crime. A partir de detalhes previamente escondidos pela mãe do acusado, vão ficando claros outros lados para a história. Aumenta a dúvida sobre o real assassino e a assistente do advogado, Janelle (Gugu Mbatha-Raw), parece ser a única realmente interessada em descobrir a verdade por trás do caso.

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O que funciona e onde o filme pena

Versões de um crime traz boas atuações de Keanu Reeves e Renée Zellweger. O destaque, porém, fica para Gugu Mbatha-Raw, a atriz inglesa que interpreta a assistente de Ramsey. Já o menino, interpretado por Gabriel Basso, não mostra lá muita técnica. Ele fica mudo quase 100% do filme e mantém sempre o mesmo semblante tenso e inquieto.

Sinceramente, o filme não exige muito de nenhum dos atores, nem dos espectadores. Enquanto tenta trazer surpresas e reviravoltas na trama, elas ficam óbvias muito antes do que deviam. Por isso, quase todos os twists perdem sua força, quase que completamente. A verdade é que o filme não precisava estar no cinema… Não há nada que destaque essa história das tantas outras que aparecem em diversas séries por aí. Mas o filme não é ruim. Ele prende a atenção e nos confunde, como todo bom suspense deve fazer.

Se você gosta de filmes e séries do gênero, vai se distrair e ficar tenso com as possibilidades desse caso. Não deixe de assistir à Versões de um crime, a partir de quinta-feira nos cinemas.

 

Autor

Paulistana, 25. Formada em Cinema pela FAAP e em Roteiro para Séries de TV e Filmes pela Vancouver Film School. Escritora, Produtora e Tradutora Audiovisual, especializada em binge-watching series since before it was cool.

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