Um Espaço Entre Nós – Romance SCI-FI

O novo filme da Diamond Films promete atrair o público jovem: é uma mistura de ficção científica com comédia romântica. Um Espaço Entre Nós, dirigido por Peter Chelsom, tem uma premissa interessante e momentos adoráveis. O filme funciona, distrai, cumpre o que promete, mas tinha potencial para mais.

O enredo de Um Espaço Entre Nós

6 astronautas viajam para Marte para se tornarem os primeiros moradores do planeta. Tudo muda quando a comandante descobre estar grávida e morre logo após dar a luz. Gardner Elliot (Asa Butterfield) se torna o primeiro e único Marciano e cresce recluso, sem saber quem é o seu pai e sonhando em um dia conhecer a Terra. Sua existência é mantida em segredo até ele completar 16 anos e Kendra (Carla Gugino), que o criou, desafiar o chefe da empresa Nathaniel (Gary Oldman) a trazer o menino para a terra. Ingênuo e sem nenhuma noção de como agir socialmente, Gardner finalmente pode realizar seu sonho.

Sabendo que seus orgãos podem não aguentar a viagem, Gardner planeja encontrar sua única amiga virtual Tulsa (Britt Robertson). Quando finalmente chega na Terra, é mantido em quarantena e se sente privado da experiência de ser um garoto normal. Ele foge, vai ao encontro de Tulsa e juntos, eles saem em uma jornada atrás de seu pai biológico. Com sua saúde em risco e sabendo que a felicidade duraria pouco, Gardner finalmente começa a viver tudo o que sempre sonhou quando imaginava uma vida na terra.

Com menos de duas horas, Um Espaço Entre Nós parece durar muito mais… e a frustração aqui é justamente que ele deveria. Esse é o típico caso de uma chance perdida de fazer uma série de televisão. Sem dúvida uma série com esse tema e até mesmo esses atores deixaria adolescentes fanáticos ao redor do mundo. A história e o personagem são interessantes o suficiente para serem muito mais desenvolvidos do que foram. E a eterna curiosidade e o vislumbramento do protagonista com as coisas simples da vida inspiram!

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Será que fazer esse filme foi uma boa idéia?

Com mais tempo, as partes que ficaram superficiais e mal explicadas poderiam ter sido mais trabalhadas. Assim como o romance em si, as crises internas do protagonista e todos os personagens. Em quase todas as cenas fica a sensação de que seria bom ver um pouquinho mais do que foi mostrado: algo que pode até ser visto de forma positiva, mas parece mais uma chance desperdiçada de criar algo maior com esse material.

Como filme, ele pena em dois aspectos principais. Primeiro, porque ele tenta se levar a sério no sentido científico, o que definitivamente não consegue. Vários acontecimentos são absurdos e nada verossímeis, o que não seria um problema se o filme assumisse mais o seu lado romance adolescente. Mas fica clara a tentativa – frustrada – de investir no lado científico da coisa toda; que não convence. Parece bobo demais. É um filme adolescente onde o foco é o personagem, a história de amor. Sinceramente, teriam se saído melhor se não tivessem tentado tanto…

O segundo ponto que deixa a desejar, é o final. É sempre frustrante quando um filme acha que está preparando uma reviravolta, mas você a prevê desde o início. O final do filme fica bem piegas, além de entregar resultados inverossímeis numa tentativa óbvia de solucionar todos os problemas apresentados. Não me entenda mal, o filme é gostoso de assistir. Ele é bem feito quanto às imagens do espaço, tem vários momentos engraçados, o romance em si é lindo e bem construído. Além da atuação da Britt Robertson estar muito boa – diferente das demais.

Fica a sensação de que com um pouco mais de tempo e uma outra plataforma, essa história poderia ter sido melhor aproveitada. Mas talvez seja só a idade ou a paixão por séries de TV falando. Com certeza o público alvo vai se divertir horrores com esse filme e se apaixonar por Gardner Elliot e Tulsa.

Confiram o trailer e se preparem para o filme, que estreia na próxima cinema:

Autor

Paulistana, 24. Formada em Cinema pela FAAP e em Roteiro para Séries de TV e Filmes pela Vancouver Film School. Escritora, Produtora e Tradutora Audiovisual, especializada em binge-watching series since before it was cool.

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