Dark Souls II – 10 melhores bosses

Considerado por muitos o ponto baixo da série (para os padrões Souls, ainda muito melhor do que a maioria), Dark Souls II é sem dúvida nenhuma um ótimo game, muito bonito e difícil. O pior ponto do game são os bosses, pois alguns eram muito fáceis, já outros não tinham um design legal ou uma luta muito divertida. Porém, esse game teve 3 DLCs separados dos quais foram corrigidos esse problema: neles existem alguns dos mais interessante e/ou difíceis bosses da série. Ao invés de fazer uma lista baseada somente na dificuldade, a qual faria a lista ser toda composta pelo DLC, eu vou listar também os bosses que possuem as melhores e mais divertidas lutas.

Game principal:

5 – The Last Giant

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O primeiro do game, que como Tower Knight em Demon’s Souls, serve como um tutorial para o que ainda está por vir. Pelo seu próprio nome já vemos que por ser o último gigante, não está em bom estado. Ele estava preso e inerte até você invadir o lugar, e ele consegue se soltar para te atacar, mesmo com uma pedra enorme atravessando o seu peito. O seu design é bem legal, e o lore por trás mais ainda. Não só o último, mas também o mais poderoso: em sua alma está descrito que ele é o Giant Lord, um boss diferente que enfrentamos em uma viagem ao passado perto do fim do game, e portanto ele era o líder dos gigantes invasores. Durante o combate, quando ele começa a perder, ele faz algo incrível: ele arranca um dos próprios braços e usa ele como porrete! Isso aumenta o seu dano e alcance durante a luta. É muito interessante ver o quão puto ele está com você para ele chegar a esse ponto.

4 – The Pursuer

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Não passando de um cavaleiro aparentemente comum, ele é enorme, com uma armadura sensacional, voa, um escudo enorme e uma espada com poderes mágicos, este é o segundo boss que encontramos no game. Não sendo muito difícil, é muito legal aprender seus ataques e rolar nos momentos certos, sem falar que ele é um dos bosses que pode tomar um parry. Isso mesmo, o boss vem para cima de você, e com o timing certo, você dexa ele atordoado e quase mata ele em um hit (o contrário do que normalmente acontece). Como o nome sugere, ele vai te perseguir, e ele quase um Nemesis: ele aparece, mais pra frente, em vários pontos do game, sem ser uma boss fight propriamente dita, porém ele está lá e há recompensas por matá-lo. O grande twist é que a cada luta nova ele ganha novos ataques, mais defesa e mais vida, e o que o torna um belo de um pé-no-saco.

3 – Looking Glass Knight

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Com um dos melhores designs, este boss, junto com sua arena, são simplesmente lindos. Ele é um cavaleiro gigante, última defesa do Rei Vendrick, o qual você está buscando, e está lá para te parar, como parou muitos outros. Ele é extramente forte, e usa ataques mágicos de eletricidade a distância. O cenário em que o enfrentamos está sempre chovendo, e graças a nova mecânica de Dark Souls II, isso nos torna um pouco mais vulnerável a danos elétricos. O seu escudo é um espelho, e ele defender qualquer ataque  físico seu que encoste nele, ou irá refletir qualquer magia que você lance, sendo que você pode até mesmo tomar dano dela. Em um momento da luta (ou mais de um, se você demorar muito) ele gruda o escudo no chão e começa a fazer uma invocação, e ele irá chamar um companheiro, que lutará como um NPC do game, que são bem chatos. É claro que ambos te atacarão ao mesmo tempo. Inspirado pelo Old Monk de Demon’s Souls, ao invés de um NPC, ele pode invocar um outro player que esteja usando o sinal de invocação nesse mapa, o que torna as coisas muito complicadas! Uma batalha realmente épica.

2 – Old Dragonslayer

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Sim, ele está de volta! Ornstein do primeiro game aparece aqui como um boss opcional, com praticamente o mesmo moveset. É um enorme easter egg em forma de boss, e irá arrancar sorrisos de qualquer veterano que o encontrar. Aqui, ele está sozinho, sem o seu parceiro Smough ele infelizmente fica bem mais fácil, principalmente para quem já derrotou a dupla lá em Dark Souls. Porém mesmo assim, ele ainda é bem forte e pode te pegar de surpresa. Uma batalha simples e rápida, porém que traz muitos sentimentos.

1 – Smelter Demon

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Não dá para falar dele sem falar de seu mapa. Esse mapa é considerado o mais difícil ou o mais chato por muitos, e por um simples motivo: Alonne Knights. Os caveleiros desse mapa são infernais. Eles são uma mistura de cavaleiros mediaveis clássicos com samurais, portanto são rápidos e fatais. O mapa está lotado deles, e quando eles te veem (a um quilômetro de distância), eles vem correndo para te enfrentar. É comum você ter que lutar contra 2 ou 3 deles ao mesmo tempo. E quando você finalmente chega no boss? Você morre, e tem que passar por eles de novo. Normalmente nesses games, você limpa o mapa todo pegando todos os itens e abrindo todas as portas, e se você morre no boss, passa correndo para a luta, ou usando um atalho. Não há atalhos nesse mapa, e impossível de passar correndo desses guerreiros, portanto, toda vez que você morre em Smelter, você tem que passar tudo de novo. 10 minutos de espera a cada tentativa. E o Boss é mais desgraçado ainda, pois, inspirando-se em Flamelurker, ele dá dano de fogo em você, e defender ele é perda de tempo. Um roll pro lado errado, é igual a hordas de Alonne Knights de novo. Esse batalha vale um urro quando você alcança a vitória.

DLC:

5 – Elana, the Squalid Queen

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A primeira boss no DLC Crown Of The Sunken King, é encontrada perto do final, sendo que ele é a única que há antes do final boss. Ela é do Abyss, abordado no DLC do primeiro game, e por isso tem poderes do elemento Dark (magia negra). Ela por si só, tem um design muito legal e uma arena bem interessante. Tem ataques físicos e mágicos bem poderosos, mas isso não é o problema. Durante a luta, ela vai ficar invocando outros inimigos para ajudá-la, e enquanto você está longe dela para cuidar deles, ela fica usando magias bem poderosas que podem te pegar de surpresa. São 3 possíveis summons: 3 esqueletos chatos, 3 javalis chatos, e Veslstadt, que é um boss do game principal! É claro que uma versão mais simples, que só usa ataques físicos, mas todos esses summons tem ataques que te deixam envenenado também. Essa é uma daquelas lutas que a adrelina vai ao máximo, e se você ficar muito tempo parado ou não for forte o suficiente, vai morrer rapidamente.

4 – Sinh, the Slumbering Dragon

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Só no seu conceito, Sinh já é sensacional: ele é um dragão de veneno. O seu corpo é duro, e os seus sangue é corrosivo. As chamas que ele cospe vem junto com veneno, que podem te envenenar facilmente. E ainda por cima, de acordo com a sua história, um guerreiro antigo tentou derrotá-lo uma vez, e podemos ver em corpo a falha tentativa: ele tem uma lança atravessada em seu peito. Mas isso não o deixa muito menos poderoso. Lembrando muito a batalha com Kalameet, ele é forte, rápido e com uma grande quantidade de ataques diferentes. Além do veneno, ele tem um outro twist, que quando você percebe, já é tarde demais: como o seu corpo é corrosivo, em qualquer lugar que você o acertar, exceto na cabeça, a sua arma irá corroer um pouco. Ou seja, a sua arma irá quebrar no meio da luta, até mais de uma vez, dependendo de quão forte você estiver. Uma batalha épica, é digna de ser o final do DLC, e ele com certeza é uma mais emocionantes de se vencer.

3 – Frigid Outskirts (isso mesmo, o boss mesmo é o mapa todo)

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Se você achava que games da série Souls eram no inferno, você não sabe de nada. Esse mapa é a pura essência do mal coberta de gelo. Sem dúvida, o mapa mais difícil de toda a série (acho que nem Dark Souls III vai superar). As chamadas Challenge Areas, mapas opcionais dos DLCs que não tem bonfires e nem atalhos, são áreas em que o coop é incentivado para superar um grande desafio. As outras duas tem seus desafios, mas essa do DLC Crown Of The Ivory King é especial. Cronologicamente sendo o último DLC lançado, esse pode ser considerado o último desafio feito em Dark Souls II para os players. O mapa foge completamente dos padrões da série, sendo que ao invés de caminhos variados e labirínticos, aqui temos uma área enorme e vasta. É tão grande que aqui você fica perdido, pois você fica andando para um lado sem saber para onde está indo. Existem alguns abrigos que podem ser considerados checkpoints, e a cada 30 segundos mais ou menos, vem uma nevasca forte que te deixa totalmente cego do lado de fora. E ai vem a surpresa: uns unicórnios gigantes de gelo, os Ice Stallions, surgem do nada no meio da nevasca e te atacam. Considerados por alguns os inimigos comuns mais difíceis do game, eles podem ser enfrentados com paciência, espaço e tempo. E é exatamente isso que você não tem. Se você demorar muito e vier outra nevasca, virá outro deles, e assim vai. E se por algum milagre você conseguir descobrir o caminho certo, e passar por todos eles, você chega no boss: Lud, the King’s Pet. Uma pantera gigante, é praticamente uma cópia de Aava, the King’s Pet, o primeiro do boss do DLC, só que ao invés de branco, ele é negro. Até ai, ok. No meio da luta, é claro, surge o perigo. Zallen, the King’s Pet. Outra fodendo pantera, igual a Lud. Some a tudo isso o fato de a sua arma degradar rapidamente, possivelmente por causa do clima e da pele dos bosses, fazendo você ter que reparar ou trocar de arma midfight. Mesmo em coop, essa batalha é terrível, e tem o mesmo charme de Smelter Demon: morreu? 15/20 minutos de agonia para passar o mapa todo de novo. Ganhou? Deleta o jogo, porque você zerou ele pra caralho.

2 – Sir Alonne

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Um guerreiro de uma terra distante, que ensinou os cavaleiros de Iron Keep a sua arte samurai, é enfrentado na Challenge Area do DLC Crown Of The Old Iron King. Sem falar do mapa, que é primo de Iron Keep, então já dá pra imaginar, vamos falar do boss. Difícil, quase imprevisível, magnífico. Ele é um samurai, e como tal é veloz, fatal e honrado. Tem muitos golpes diferentes, e suas animações são muito boas. Ele ataca tão rápido que mesmo sabendo os seus ataques, é difícil de reagir da maneira certa tão depressa. Uma das batalhas mais épicas do game, ainda tem um easter egg no fim. Se você o vencer sem levar nenhum dano, você fere a honra dele, e ao invés de morrer normalmente, ele se suicida, como os samurais fazem. É incrível ver essa cena, e vale a pena o desafio.

1 – Fume Knight

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Estatísticamente comprovado pela From Software: o boss em que mais houveram mortes entre os players. 93% dos encontros com ele resultaram em morte. Pelo menos é o que os números dizem. O final boss de Crown Of The Old Iron King não está lá de brincadeira. Com um lore incrível, Raime, seu verdadeiro nome, é poderosíssimo com uma vasta biblioteca de ataques. Ele usa duas espadas, uma comum e uma greatsword, e o seu moveset é complexo e devastador. Ele vai atrás de você, e as aberturas para você o atacar ou se curar são muito poucas. Ele é especialista em te matar enquanto você está se curando. Em determinado momento, ele descarta a espada pequena, e usa um buff em sua greatsword, deixa ela com uma mistura dos elementos Fire e Dark. Ou seja, qualquer escudo que você estiver usando é praticamente inútil. O seu moveset muda completamente, então tudo o que voce aprendeu na primeira metade da luta, vai pro lixo. E ele ainda ganha um ataque mágico em área e que para desviar você tem que fazer uma combinação muito específica de movimentos. Fume Knight oferece aquele tipo de batalha que, mesmo quando você vence, você quer jogar de novo, porque é simplesmente isso que você espera de um game assim. Sem dúvida, a minha favorita.

Veja também:

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Renato Dias