A Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell

Crítica: A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell

A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell é originalmente um mangá criado por Masamune Shirow. Possui sua versão em anime lançada no ano de 1995, e dirigida por Mamoru Oshii, além de ter uma legião de fãs, não só da versão de 95, como também das suas demais versões já lançadas.

Em um futuro não muito distante, a Major Motoko Kisanagi (Scarlett Johansson) se tornou a primeira forma de vida dentro de um corpo robótico aperfeiçoado, na intenção de ser utilizada como arma. Em 2029, cyber terroristas são capazes de hackear e manipular mentes humanas sob seus interesses, e a Sessão 9, onde se encontra a Major Motoko Kusanagi, é a única capaz de combater a ameaça. Durante sua trajetória, a ciborgue é submetida a provações sobre seu passado, e precisa voltar às raízes para descobrir sua verdadeira identidade.

O mangá e o filme:

Durante o decorrer do filme, vemos e percebemos algumas mudanças da obra original, mas obviamente são justificáveis, visto que seria difícil apresentar todo o conteúdo e os assuntos da animação original em um longa-metragem. Apesar disso, é tudo bem colocado e encaixa perfeitamente bem.

A obra remete principalmente à versão de 1995, seguindo a mesma linha, porém com mudanças que vão certamente apresentar de forma muito melhor a história, tanto para os fãs quanto para as novas pessoas que verão, pela primeira vez, a história da Major Motoko. Isso é diferente da animação de 1995, que chega a ser bem confusa se assistida sem demais informações das outras versões posteriores.

Com a intenção de deixar tudo bem mais simples, o roteiro de Jamie Ross simplifica muito as discussões ou até mesmo opiniões filosóficas apresentadas na animação original. Podemos perceber no decorrer do filme que toda a singularidade ou opiniões expostas na animação são apresentadas de forma mais simplificada e de maneira mais “mastigada”, mas isso é compreensível se pensarmos pelo fato de que o público-alvo da obra não são só os fãs do modelo original.

Ghost in the Shell - animexlive
Animação x Live Action

Efeitos e Adaptações

Conseguimos notar de cara no filme o cuidado com o uso dos efeitos especiais, mostrando como Major é construída, e com cenas de total referência à animação original. A cidade, os hologramas, os prédios, as armas, os robôs e até mesmo a roupa e os efeitos utilizados no corpo da Major são simplesmente incríveis. As cenas de ação trabalham muito bem a apresentação dos personagens e o potencial de cada um, sem deixar de lado o sentimento passado em suas mentes (o que acontece muito com Major, visto que há, em todo momento, a incerteza sobre sua identidade).

A representação da Major Motoko feita por Scarlett Johansson está notável, apesar de comentários diversos sobre a atriz não ter representado bem o papel. As cenas de ação, as conversas e até mesmo as reações são muito boas, chegando a transmitir o pensamento de “eu sou um ciborgue”. É algo notável pela sua maneira de andar, conversar e até mesmo de se comportar em diversas situações, assim como a Major deveria ser.

Não podemos deixar de falar sobre os demais personagens, como Batou (Pilou Asbæk) e Aramaki (Takeshi Kitano), que ganham um destaque maior aqui do que na obra original.

Em muitos momentos, temos explicações e cenas que não pudemos ver na animação, assim como as manutenções no corpo da Major ou até mesmo diálogos entre os personagens.

Motoko Kusanagi

Afinal, vale a pena? Qual o resultado final?

Se analisarmos como um todo, A Vigilante do Amanhã é uma adaptação excelente para o público em geral, sendo você fã ou não da obra original. Repleto de cenas emblemáticas como Motoko saltando do prédio, a luta contra o Spider tank, e até mesmo as cenas onde ela mergulha para refletir sobre sua existência.

Independentemente de conhecer a história original ou não, o filme claramente merece ser visto no cinema. Visuais bem trabalhados, um mundo repleto de detalhes e cenas de ação memoráveis, sem deixar de apresentar boas atuações, representando os humanos em um mundo cibernético.

As cenas finais do filme são de arrepiar e deixam o espectador com algumas perguntas em mente, mas, obviamente, com a intenção de instigá-lo a conhecer a obra completa e esperar pela continuação nos cinemas. Ao ver os créditos ao som da trilha original, é algo de arrepiar e deixar satisfeito qualquer fã do original.

A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell estreou no dia 30 de março no Brasil.

Autor

22 anos, cinéfilo, amante de doces, animes, mangás e jogos eletrônicos. Nas horas vagas estou cumprindo meu papel como Jesus.

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