Crítica: A Forma Da Água, uma história de amor linda entre uma mulher e um anfíbio

A Forma da Água é uma retratação de um amor impossível, entre um ser curiosamente místico e uma moça humilde e sincera.

Uma História de amor

Eliza (Sally Hawkins) é uma muda gentil que trabalha como zeladora em um laboratório com sua amiga Zelda (Octavia Spencer, de Estrelas Além do Tempo).

Sua vida e rotinas são normais, acordar, tomar café, trabalhar e se encontrar com seu vizinho e melhor amigo Giles (Richard Jenkins). Até que tudo muda quando um certo dia o laboratório recebe algo inesperado, um homem anfíbio (Doug Jones). Que será estudado e “cuidado” no local. Ao se deparar com a criatura, Eliza começa a se encantar por seus gestos simples e inocentes, como seus olhares e movimentos e sua direção, o que para ela o torna encantador.

Stickland (Michael Shannon) é um Ex-militar, autoritário e trabalha como chefe de segurança no laboratório. Por essa razão ele sempre tenta educar a criatura utilizando de maus tratos e força bruta. O que o torna alvo de críticas tanto de Eliza como do doutor Robert Hoffsteler (Michael Stublbarg). O Dr é o principal pesquisador sobre o anfíbio e tenta o entender, sendo a forma como ele se comunica como também os seus sentimentos.

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Eliza (Sally Hawkins) e Zelda (Octavia Spencer)

Um olhar vale mais do que mil palavras

Se você acha que não sentimos uma comunicação real pelo fato de nossa zeladora ser muda, você está completamente enganado!

Apesar de ser muda, suas formas de se expressar gesticulando (também conhecido no brasil como LIBRAS), seus olhares, suas expressões e sua forma dócil de agir, tudo ao seu redor encanta não só ao anfíbio mas também a nós espectadores, demonstrando que um olhar e um movimento por mais simples que seja pode repassar um sentimento único, que com certeza nenhuma fala ou palavra conseguiria expressar.

O filme trabalha com uma comunicação bem diferente visto esse fator, apesar disso os atores conseguem repassar a mensagem que é proposta em todos os momentos necessários, e isso acaba nos tocando de uma forma diferente do que estamos realmente acostumados.

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Cada Detalhe pode impressionar

A forma da Água conta com poucos efeitos visuais, mas os poucos que acontecem são feitos de forma maravilhosa.

O filme nos surpreende em vários sentidos, a maquiagem utilizada na criatura,  que chama atenção para cada detalhe, em sua movimentação e as afeições repassadas a nós.

Outro ponto incrível é a fotografia, os cenários são muito bem trabalhados na época dos anos 50~60, uma trilha sonora que comove, tendo até mesmo música brasileira o que chega a ser uma surpresa para nós, visto que pouco de nossa cultura é utilizada em filmes internacionais.

Uma experiência imperdível

Esse filme é um mar de emoções e críticas, obviamente não podemos contar tudo ou spoilers, mas você se engana se pensar que o filme não irá te surpreender ou ser “fraco demais”.

A forma da Água foi indicada a 13 categorias ao Oscar 2018 incluindo melhor filme, diretor, roteiro, atriz e fotografia.

O filme tem a sua estréia no Brasil marcada para o dia 1 de Fevereiro.

Jesus

Sobre o autor

22 anos, cinéfilo, amante de doces, animes, mangás e jogos eletrônicos. Nas horas vagas estou cumprindo meu papel como Jesus.

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