Crítica – American Gods 1ª Temporada

Baseado em um livro do incrível Neil Gailman, American Cocks Gods é uma série bem singular. Com Bryan Fuller (Hannibal) no comando, temos muito da história sendo contada visualmente, pois ele sabe usar a sétima arte da melhor forma.

A premissa principal de American Gods é que deuses existem. Todos eles. Só basta que as pessoas acreditem em algo, mesmo que seja só um fenômeno, e ele passar a existir. Isso inclui seres de todas as religiões conhecidas, e ainda mais alguns inventados. No mundo atual, obviamente, essas religiões não são tão poderosas quanto já foram. Muitas crenças só existem em algumas regiões, enquanto a grande maioria já foi taxada como Mitologia, como os deuses nórdicos.

Shadow, Wednesday

A série retrata esse deuses “clássicos”, os deuses antigos, tentando sobreviver em um mundo aonde ninguém mais lembra deles. As forças de todos os deuses provém da crença e de sacrifícios. Porém, como a maioria deles hoje em dia é chamada de mitologia, eles estão cada vez mais fracos, e prontos para serem substituídos pelos Novos Deuses. Tecnologia, Mídia, Estradas, são só alguns exemplos de deuses que nós, a sociedade moderna, venera sem saber.

A cinematografia, desde a fotografia até o mínimo detalhe dos efeitos sonoros, é uma obra que merece ser estudada. Ela tem sucesso em coisas que muitas séries parecem se preocupar pouco. Para completar essa parte técnica, as atuações são muito boas, com grande destaque para os protagonistas Ricky Whittle (Shadow Moon) e Ian McShane (Wednesday). Sem querer entrar em spoilers, Gillian Anderson (Media) rouba a cena sempre que aparece. A maioria dos deuses, principalmente os antigos, não chegam revelando o seu nome de primeira, porém existe sempre alguma pista sobre quem são. Desde algo simples como seu nome, ou até mesmo suas atitudes. É bem interessante quando um palpite é confirmado no episódio seguinte.

Bilquis

Os episódios são longos, e realmente eles parecem desse jeito. Por conta da cinematografia contemplativa, as coisas parecem que demoram a acontecer, e não seria surpresa se quem não aprecia esse lado da sétima arte, ache a série um pouco lenta. Porém, fãs de Hannibal estão acostumados com esse ritmo, poderão se empolgar mais com esse aspecto. Além disso, a série contém um nível de nudez que pode até superar Game Of Thrones. Em contraste, essas cenas não são gratuitas, e nenhuma delas chega perto de ser vulgar. No fim das contas, melhor não assistir na TV da sala.

A primeira temporada teve somente 8 episódios, e com algumas revelações, o enredo não andou muito. A segunda temporada já está confirmada, porém ainda sem data. American Gods possui somente um livro, portanto, é provável que a série possua mais ou menos 3 temporadas, se mantiver o mesmo ritmo. Porém, a série conta com certas diferenças, aonde os plots mais avulsos estão todos conectados ao enredo principal. Conhecendo Bryan Fuller, não seria surpresa se ele conseguisse aumentar o número de temporadas para deixar a história bem completa.

 

Renato Dias